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A transformação digital do varejo de vizinhança

Por Ademar Alves*

Os segmentos de varejo e distribuição, no Brasil, passaram por uma série de mudanças de perfil de consumo – sempre ditadas pelo momento econômico do País e se adaptando a elas com adequação do modelo de negócio. Quando era vantagem estocar insumos, por conta de uma inflação alta que não garantia o preço estabilizado dos produtos no dia seguinte, os hipermercados ganharam força. Em outro momento, o consumidor comum passou a ver benefícios em comprar uma série de produtos em embalagens fechadas, aproveitando, assim, o preço reduzido por unidade. Na ocasião, ganharam bastante destaque os atacarejos.

Um modelo que resistiu a todas essas alterações e que, agora, volta a ganhar força é o varejo de vizinhança. Ele sempre existiu e, embora seu papel no hábito de consumo dos brasileiros tenha variado de importância, o pequeno mercado de bairro nunca saiu de cena. É aquele lugar onde o consumidor encontra os produtos de uma padaria, um açougue e uma mercearia em um só lugar; que é perto de casa; administrado por pessoas que geralmente moram na mesma região.

Vivemos, hoje, um momento econômico ideal para o fortalecimento dos pequenos negócios de varejo porque, ao mesmo tempo em que o cliente não está tão disposto a fazer compras em grande volume e está considerando trocar marcas para manter os custos dentro do orçamento, ele também não precisa estocar prevendo altas expressivas no preço. Nesse cenário, fazer as compras básicas da casa no mercado de bairro volta a ser a opção para uma grande fatia da população.

É a hora ideal, portanto, para que o varejo de vizinhança se fortaleça e aproveite a onda que está na mão dele de novo. E a estratégia possível para isso é a transformação digital, que chegou para ficar e mudou a nossa maneira de interagir com o mundo, inclusive gerenciar pequenos estabelecimentos. A tecnologia pode contribuir de várias formas, dentre elas, as mais fundamentais nessa jornada são:

Estoque - Fazer entradas, inventário e saídas de forma mais controlada, através de coletores de dados, proporcionando maior poder de gestão ao dono do negócio, contribuir para que os itens mais procurados sempre estejam na prateleira. Além disso, controlar os prazos de validade, por exemplo, de forma digital reduz consideravelmente perda de mercadoria.

Margem de lucro – Um bom software de gestão garante a segurança de ter lucratividade e evita que sejam realizadas promoções que vão comprometer a saúde financeira do negócio. O sistema pode gerar relatórios que sinalizam lucro por dia, categoria, subcategoria, linha de produto, entre outros. Além disso, ele dá ferramentas para que o pequeno comerciante estude a concorrência, lançando tabelas de preços de comparação e analisando sua atuação em comparação aos outros comércios da mesma região para, dessa forma, tomar melhores decisões e agir rapidamente.

Relacionamento – Apenas ter um rosto familiar para seus clientes não será mais o suficiente para que eles não troquem sua loja por outra, caso não encontre na prateleira aquilo que foi buscar. Por isso, ter uma ferramenta que responda perguntas sobre hábitos de consumo sem que você tenha que fazê-las é imprescindível. E ainda te ajuda a tomar decisões inteligentes baseadas no perfil do seu público.

Layout – Manter o estabelecimento organizado, saber onde colocar os produtos de maior giro, garantir que o cliente faça o melhor trajeto enquanto compra, assegurando que ele encontre o que está buscando, e traga lucratividade para o negócio. Sim, a tecnologia tem papel nisso.

Até aqui, só abordei o básico para a transformação digital, que ainda pode envolver um e-commerce de fácil uso e levar recursos de mobilidade ao cliente. Observa-se que empresas com um considerável grau de maturidade no uso da tecnologia e inovações investe entre 3% a 5% do seu faturamento em TI, desde a infraestrutura até o software (que pode ser contratado como serviço). Um valor relativamente baixo perto do retorno certeiro e, mais que isso, do papel da tecnologia na longevidade do varejo.

Digitalizar o seu negócio é acompanhar a modificação da sociedade, em que o cliente utiliza o celular e a tecnologia para tudo, inclusive ir às compras mais básicas do dia a dia. Estar alinhado com esse momento diferente assegura a sua sobrevivência no mercado e te conduz para outro patamar competitivo.

*Ademar Alves é diretor executivo da PC Sistemas

Fonte: RMA Comunicação



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