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Investir para poupar: a importância de planejar o custo logístico

Por Carlos Valle*

Compor os custos logísticos de uma operação de forma que ele seja o menor possível é um dos pontos cruciais para o sucesso financeiro de um negócio, seja uma indústria ou o próprio operador logístico. A questão é que, na rotina de uma empresa, nem sempre há tempo ou mão de obra disponíveis para calcular todas as variáveis que compõe essa despesa, como depreciação da frota, salários, manutenção, combustíveis, pneus, lubrificantes, dentre outros.

A equação fica ainda mais complicada se considerarmos que outros fatores muito importantes podem reduzir o preço a ser pago na ponta. Entram aqui, por exemplo, a localização do centro de distribuição de onde sairá a mercadoria (cada estado tem uma obrigação fiscal a ser cumprida); a composição da carga de um mesmo veículo (que impacta diretamente no valor do seguro da mesma); e a rota a ser percorrida (de forma a economizar em tempo, combustível, pedágios e etc).

Hoje, existem no mercado soluções tecnológicas de otimização do processo logístico que, integradas ao software de gestão, conseguem ler os pedidos faturados por uma empresa e já sugerir como a mercadoria deve ser distribuída. São ferramentas que leem as cargas que precisam ser entregues e fazem sugestões de rota, de tipo de veículo a ser utilizado, em que ordem carregá-lo e ainda indica peso, cubagem e valor da carga final. A sofisticação das análises indicam até se é mais rentável usar veículo próprio ou contratar um fornecedor, dependendo do negócio que está sendo atendido, do tipo e quantidade de carga.

Isso é possível por meio de simulações matemáticas de cenários e variáveis que a tecnologia faz, considerando sempre o menor custo na ponta. Vou dar um exemplo: sem uma solução como essa, o operador pode fazer o transporte de uma carga de R$ 2 milhões em um único veículo – e pagar o preço do seguro pelo alto valor transportado. Com o uso de ferramentas, esse mesmo operador pode enxergar que, no caso dessa carga, vale mais a pena carregar dois veículos – ele paga duas vezes o custo de frota, mas elimina a necessidade de escolta e reduz sensivelmente o gasto com seguro.

Esse tipo de tecnologia está à disposição de toda a cadeia logística, incluindo indústria e transportador de varejo. Além do trabalho prévio à entrega, é possível, ainda, fazer o rastreamento e monitorar toda a mercadoria até o ponto de entrega. Outros ganhos observados são a otimização da disponibilidade de docas, já que o carregamento é facilitado, e a gestão de malhas viárias. Em um momento econômico como o que vivemos, investir em uma ferramenta que economiza, comprovadamente, de 5% a 15% do custo logístico é uma boa opção. Especialmente se considerarmos que o ganho é recorrente. Em empresas em que a conta de frete é expressiva, reduzi-la equaliza o orçamento e traz eficiência.

*Carlos Valle é diretor do segmento de Logística da TOTVS

Fonte: Agência RMA



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